Qual é o custo de funcionário para empresa? Aprenda aqui!

Custo de funcionário

Você sabe qual o custo de funcionário para a empresa?

Segundo dados disponibilizados pelo IBGE, entre os anos de 2014 e 2022 o Brasil perdeu 2,8 milhões de trabalhadores cuja carteira é assinada.

Apesar disso, seguimos com 36,3 milhões de pessoas sob o regime CLT. 

Cada um desses funcionários traz um custo à empresa. E esse custo, a depender do salário e do regime de tributação da empresa, pode ser bem elevado. 

Venha conosco e conheça o custo do funcionário para a empresa. Entenderemos o que está incluso nesse custo, além de sua relação com a Reforma Trabalhista. 

Confira!

O que está incluso no custo do funcionário para a empresa?

O custo do funcionário para a empresa envolve uma série de variáveis importantes. 

A Fundação Getúlio Vargas, juntamente a Confederação Nacional das Indústrias, fez uma pesquisa para descobrir quanto um funcionário representa, de custos, para a empresa. 

O resultado obtido foi que somente um funcionário pode chegar a representar até 183% do seu salário bruto

Ao contrário do que pensamos, o salário é apenas uma parcela do custo que a empresa tem com cada um de seus funcionários. Mais especificamente, 32%. 

Os outros 68% são compostos, em sua maioria, por obrigações sociais e trabalhistas que a empresa possui, por exemplo, FGTS, INSS ou 13° salário. 

Segundo a lei, em especial a Constituição Federal e a CLT, um empregado tem uma série de direitos. 

Somados aos direitos trabalhistas, temos ainda os denominados “encargos sociais”. 

Esses encargos sociais são pagos, pela empresa, a variados órgãos. Os órgãos, por sua vez, serão definidos conforme o regime tributário que sua empresa adota. 

Gastos com vale-transporte, vale-refeição e outros benefícios

Conforme vimos anteriormente, o custo total de um funcionário é composto tanto por encargos sociais quanto trabalhistas. 

Por isso, para saber quanto custa um funcionário de carteira assinada é preciso conhecer os benefícios mais básicos aos quais ele terá direito. Para isso, vamos começar pelo vale-transporte. 

O vale-transporte é um direito garantido em lei e visa assegurar que o funcionário vá e volte do trabalho.

Ele é uma obrigação coletiva, o que implica que o vale-transporte não pode ser incluído no salário. 

Atualmente, esse valor pode ser substituído pelo auxílio combustível. Entretanto, deve haver prévia negociação entre a empresa e o funcionário. 

Além disso, o empregado deve renunciar o direito ao vale-transporte de forma explicita, bem como deverá apresentar comprovantes mensais de gastos com aquele combustível. 

A contribuição da empresa com o vale-transporte é, em média, 6% do salário do funcionário

Ainda temos diversos outros benefícios que, embora não sejam obrigatórios, podem ser convencionados entre empresa e funcionário, tais como:

  • Vale-alimentação;
  • Vale-refeição;
  • Plano de saúde;
  • Plano odontológico;
  • Auxílio-creche.

O custo de funcionário pode variar conforme o regime tributário

O regime tributário da empresa interferirá diretamente em quanto custa contratar um funcionário. 

No Brasil, há três regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Real e Lucro Presumido. 

A diferença principal ocorrem entre as empresas do Simples Nacional e aquelas que pertencem ao Lucro Real ou Presumido. 

Começaremos avaliando o custo de funcionário para empresa optante pelo Simples (tomaremos como base um funcionário que recebe R$ 1.000):

  • Férias – valor anual: R$ 1.000;
  • 13° salário – valor anual: R$ 1.000;
  • 1/3 das férias – valor anual: R$ 333,33;
  • FGTS – 8% ao mês: R$ 80;
  • FGTS – 8% ao ano: R$ 186,67;
  • Provisão mensal: R$ 210;
  • Vale-transporte: R$ 132;
  • Vale-refeição: R$ 220.

Por outro lado, no regime do Lucro Real ou Presumido, iremos acrescentar uma série de outras taxas, como, por exemplo:

  • Contribuição de 20% com o INSS;
  • 3,3% destinado ao Sistema ‘S’ (SESI, SENAI ou SEBRAE) em caso de indústrias;
  • 20% – descanso semanal;
  • Taxa de 1% a 3% – seguro em caso de acidente de trabalho;
  • Salário-educação – 2,5%.

Como você mesmo já deve ter concluído, contratar um funcionário no regime de Lucro Real ou Presumido implica em maiores custos à empresa. 

Por isso, o regime do Simples Nacional é voltado para as chamadas “micro” e pequenas empresas. 

Legislação e Reforma Trabalhista

A Reforma Trabalhista, em vigor desde 2017, trouxe algumas mudanças significativas que beneficiaram as empresas. 

Como vimos, o custo de funcionário por mês é bastante expressivo para a empresa. 

Pensando nisso, a reforma na legislação trabalhista trouxe algumas possibilidades de flexibilizar a contratação de funcionários. São meios alternativos, diferentes da tradicional carteira de trabalho assinada, e que implicarão em custos menores à empresa, tais como:

  • Trabalho como autônomo: nessa modalidade, o trabalhador é contratado, porém, não tem um vínculo empregatício com a empresa;
  • Contrato intermitente: o trabalhador recebe conforme a quantidade de horas realmente trabalhadas. A jornada semanal não possui tempo mínimo e o trabalhador pode trabalhar para mais de um empregador;
  • Home office: empregado continua tendo direito a 13°, FGTS, descanso semanal (remunerado), horas-extras. Além disso, incumbirá à empresa os custos com assegurar a estrutura de trabalho mínima ao profissional.

Ainda é importante salientar que a Reforma flexibilizou a possibilidade da empresa e o funcionário negociarem entre si. Até mesmo negociações para definir a remuneração será diária ou por jornada tornaram-se possíveis. 

Mas, sem dúvidas, um dos maiores trunfos trazidos pela Reforma Trabalhista foi a terceirização

A terceirização de determinadas atividades e/ou setores possibilita que a empresa reduza uma série de encargos que ela normalmente teria, baixando os custos de produção e aumentando a margem de lucro.

Importância do planejamento para saber o custo do funcionário

Saber utilizar uma calculadora de custo de funcionário em 2022 é fundamental para qualquer empresa, independente de seu tamanho. E vamos te dar um bom motivo para isso. 

Ao saber fazer o cálculo de custo de funcionário, a empresa pode definir qual o melhor momento para realizar novas contratações. E não é apenas isso…

Em certos casos, o custo do funcionário para a empresa pode prejudicar as finanças do negócio. Ou seja, pode atuar como ponto de partida ou intensificador de uma série crise interna. 

É por isso que vemos cenários em que empresas recorrem às demissões em massa.

Além disso, entender o custo do funcionário para a empresa ajuda a identificar e avaliar de forma estratégica novas contratações. É uma forma de economizar na contratação, assegurando que os novos funcionários tenham um bom custo-benefício à companhia. 

Exemplo prático sobre como calcular quanto custa um funcionário

Para acabar com toda dúvida que ainda tiver, vamos ver, com um exemplo prático, quanto custa um funcionário com salário mínimo

Lembrando que o salário mínimo, em 2022, é de R$ 1.212,00. 

  • Vale-transporte: R$ 72,12;
  • Vale-refeição: R$ 125,00;
  • 13° salário: R$ 101,00;
  • FGTS: R$96,96;
  • Férias: R$ 101,00;
  • 1/3 férias: R$ 33,67;
  • FGTS + férias: R$ 18,85.

Com base nessas informações, o custo de funcionário que ganha um salário mínimo é de R$ 1.688,48

Conclusão

Acabamos de conferir o custo do funcionário para a empresa.

E como pode conferir, há diversos fatores que compõem este custo. Além dos encargos trabalhistas, há também os encargos sociais e custos extras com capacitação e treinamento. 

Por isso, em especial após a Reforma Trabalhista, vale a pena conferir outras alternativas de contratação, como o trabalho intermitente ou autônomo. 

Se ainda ficou com alguma dúvida, deixe-a nos comentários ou entre em contato conosco!

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